No começo de 1981 eu praticamente só ouvia ABBA e Earth, Wind & Fire. Mas ouvia rádio também. E foi numa rádio mainstream da época, a Antena 1 FM, que eu conheci No Reply at All do Genesis. Logo de cara fiquei instigado por aquela linha de baixo "cantando" durante toda a música e o arranjo de metais que me pareceu familiar (porque era justammente o pessoal do EW&F tocando...). Pedi o compacto desta música de natal mas ganhei o LP inteiro de presente.
Lembro-me que ouvia pouco este álbum, mas, sempre que o fazia, fazia com prazer. Aquelas músicas diferentes, longas e cheias de sintetizadores, eram uma grande viagem para mim. Este álbum, que considero como o melhor da fase trio da banda, foi a minha porta para o Genesis progressivo. E daí, um novo mundo se descortinou. Mas isso já é outra história...
Gosto muito de todas as faixas do álbum, mas, para mim, ele segue irretocável até a 5ª faixa (originalmente a 1ª do 2º lado do vinil...). Abacab, No Reply at All, Me and Sarah Jane, Keep it Dark e Dodo / Lurker, sem dúvida a mais progressiva do álbum. Dá uma escorregada em Who Dunnit? (com uma letra que deve ter surgido de um improviso bobo - melhor seria se tivessem incluído Naminanu em vez dela...) e volta para um patamar intermediário com Man on the Corner, Like It or Not e Another Record.
Por conta da importância que este álbum teve para mim, abrindo-me uma passagem direta do pop para o progressivo e, consequentemente, para um universo de experiências musicais, coloco-o na lista dos 10 álbuns mais influentes de minha vida.
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sábado, 15 de setembro de 2012
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Selling England by the Pound (Genesis)
Este é um clássico. O melhor álbum da fase com Peter Gabriel e talvez o melhor de todos os álbuns da banda. Letras, músicas, arranjos e qualidadde de gravação estão à beira da perfeição. Só a capa é que deixa um pouco a dever a outras como a fase da banda como quarteto, por exemplo. Para mim também foi um dos primeiros álbuns de (vamos dizer assim) "rock progressivo" que ouvi, capitaneado por Cinema Show que conheci na programação da Rádio Fluminense FM.Além desta, emendada à Aisle of Plenty, minhas preferidas são Firth of Fifth, After the Ordeal e The Battle of Epping Forest. É claro que Dancing With the Moonlit Knights também é fantástica, ficando por último em minha preferência a super famosa I Know What I Like e a baladinha acústica (com cara de carreira solo de Phil Collins...) More Fool Me.
ìtem obrigatório na discoteca de qualquer um que se interesse profundamente pela música da década de 70.
ver em:
clássicos,
Genesis,
revisado,
Selling England by the Pound
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Trespass (Genesis)
Smallcreep's Day (Mike Rutherford)
From Genesis to Revelation (Genesis)

A banda deste álbum tem Tony Banks nos teclados, Mike Rutherford no baixo/guitarra e Peter Gabriel nos vocais. Apesar disso, considero outra coisa que não o Genesis. Aliás, nessa época, nem eles mesmos sabiam que nome usar. Já havia uma outra banda "Genesis" nos EUA. "Revelation", outra possibilidade de nome, também existia. Para piorar, "In the Beggining", nome pensado para título do álbum, também já havia sido lançado pela tal "Genesis" americana! Acabaram lançando como "From Genesis to Revelation" sem dizer o que era banda e o que era título do álbum.
Além disso tudo, este trabalho foi criado dentro dos moldes decididos pela (gravadora) DECCA, com músicas compostas no estiilo (e para agradar ao diretor, fã) dos Bee Gees dos anos 60 e tem quase nada do que viria a ser a banda a partir do álbum seguinte, já pela famosa Charisma Records, que lançou quase tudo o que há de importante no progressivo da década de 1970.
As canções são bem simples, com letras entre temas bíblicos e divagações filosóficas típicas do adolescente "cabeça" que deve ter sido o Peter Gabriel, a qualidade da gravação muito lesco-lesco. Apesar disso tudo... eu gosto muito desse álbum e de vez em quando boto ele pra matar a saudade...
Já o vi com umas 5 capas e conteúdos diferentes. A maioria abre com as faixas do 1º compacto da banda, seguem com as músicas originais do LP e fecham com as do 2º compacto. As edições mais recentes têm um CD extra com algumas demos e/ou entrevistas. Não consegui a imagem da 1ª edição em vinil que conheci (e peguei emprestado de meu amigo). Aqui estão a capa original do LP e as capas do vinil e do CD que possuo.
Minhas canções preferidas são: That's Me, In the Beggining, The Serpent, Am I Very Wrong?, In The Wilderness, In Hiding, One Eyed Hound... caramba, são muitas músicas legais!
ver em:
clássicos,
From Genesis to Revelation,
Genesis
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
A Trick of the Tail (Genesis)

Conheci este clássico em 1983 na saudosa Fluminense FM. Um dos meus 10 preferidos de todos os tempos, "perfeito" já o define bem mas podemos dizer que tem um clima pastoral por causa dos violões de 12 cordas, um certo "fog" londrino permeando todas as faixas e o dificílimo (apesar de pouco famoso) solo de teclado em 13/8 de Robbery, Assault and Battery. Além desta, a faixa de abertura, Dancing on a Volcano, Emtangled e a homônima A Trick of the Tail são minhas preferidas.
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